“O pior é quando chega ao meio fim. Não sabe se acabou, se vai voltar, nem ao menos se tem chance de hora ou outra recomeçar. Ele vai embora, você volta pra casa e o amanhã sempre tão bem planejado, desta vez está repleto de interrogações. No começo, não há vontade de acender um cigarro ou ouvir qualquer música que possa te fazer chorar. Não existem lágrimas e os sentimentos ficam sozinhos, bagunçados, sem saber o que fazer. É noite, mas pra fugir da rotina, ele não vai ligar, não vai pensar em você antes de dormir e vai querer esquecer a discussão de hoje cedo. Seu orgulho vai falar mais alto, vai te impedir de bater na porta da casa dele e abraçá-lo dizendo que se arrepende. É assim que começa o fim, sem avisar, sem pedir pra entrar, sem ligar se você gosta ou não da presença dele. E com o tempo acaba, a gente cansa de viver da miséria alheia, enfraquece ao ter que mendigar um sentimento desejado e simplesmente parti pra próxima sabendo que vai ser melhor. É complicado, porque de um jeito ou outro, não existe culpado. Só acaba, assim dessa maneira sendo um dia tudo e no outro nada.” — Cintia (Hey! I Love)
É lenta e quase não fala. Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor. Talvez eu esteja fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca ninguém tinha me perturbado tanto.
– Caio Fernando Abreu (via quesejacomofor)(Fonte: itsburied)
Via a todo e cada amanhecer.



